Depois de tanto tempo parada, depois de tanto eu falar, criticar, esperar, gritar, reclamar, Katy Perry finalmente lançou seu segundo álbum. Depois do sucesso que foi “One of The Boys“, o disco (mediano no meu ponto de vista) que fez a cantora estourar com o hit controverso “I Kissed a Girl” e mais tarde com “Hot n Cold“, Katy parecia ter sentado no pudim para aproveitar a brincadeira de ser famosa pra sempre.
“Teenage Dream” era fórmula ceeeerta para flopar. Artista muito tempo sem lançar nada, Katy Perry é conhecida por não cantar muito, não é muito criativa e estaria lutando contra gigantes. Tá certo que lançar um álbum agora é algo esperto: Lady Gaga está no fim do The Fame Monster, Madonna não deve mexer no Celebration por enquanto, Britney ainda vai demorar pra aparecer com algo novo e a maior ameaça, Cristina Aguilera, já é ameaça menor que Sandy. Mas uma coisa é indiscutível: trabalho bom ganha espaço. Coisa que o “One Of The Boys” não era.
Katy Perry começou com o pé direito. Numa época de erro estratégico de quase todos os cantores pop americanos, conseguiu quase que sozinha entrar na disputa pela música do verão nos Estados Unidos. “California Gurls” foi na medida certa (mesmo que meio breguinha) para ganhar o posto e reinar sozinha, já dando um sólido comeback pra Katy, que até então não lançava nada desde que minha vó andava de bicicleta.
Logo depois (ou muito depois, como preferir) veio “Teenage Dream“, finalmente a música tema do CD. Admito que essa música me deu muito medo. Me deu medo porque é uma música chatinha pra cacilda pra ser tema do álbum. Me deu mais medo ainda porque “California Gurls” e “Teenage Dream” pouco conversam entre si musicalmente e eu não sabia mais o que esperar do álbum. Até porque, convenhamos: “Teenage Dream” tem toda uma sensação de Deja Vu de outras músicas da Katy Perry. Isso sem contar que quando a música começa eu morro de vontade de cantar “Waking up in Vegas“…
Até o dia que “Teenage Dream” saiu eu só sabia reclamar da Katy Perry. Sério. Pra mim esse álbum ia ser uma por-ca-ri-a. Daquelas retumbantes. Ai o álbum saiu. E eu ouvi o álbum inteirinho. E eu sou chato, vocês sabem né? Querem saber o que aconteceu? Katy Perry calou a minha boca. “Teenage Dream” é uma das mais gratas surpresas que eu já tive por ai. MUITO melhor que aquela Katy Perry chata e remelenta de “One Of The Boys“.
“Teenage Dream” tem uma sonoridade moderna, mas antes de tudo despretenciosa, e é isso que é gostoso no CD. Não vai pro caminho fácil do eletropop. Katy Perry resolveu fazer um pop chiclete debochado que só ela sabe fazer. Um álbum que brinca com palavras, com sons antigos, com músicas bem vocais, melodicas, flertando com o rockabilly e até com o indie em viagens muito felizes. O pop plástico e “correto” do “One Of The Boys” dá espaço a uma brincadeira de fim de semana que não podia ser mais divertida. “Teenage Dream” dá vontade de botar um óculos colorido e tomar um drink com guarda-chuvinha. Dá pra ouvir tudo isso que eu estou falando já em “Last Friday Night (T.G.I.F.)“.
Depois de horas na praia, a noite cai e todo mundo fica em volta da fogueira na areia. Isso é “Firework“, o terceiro single do álbum. Uma música com uma emoção única, gritada e que por incrível que pareça não fica brega – o que é bem difícil atualmente…
Ai vem a parte cagada Katy Perry. O brega mais brega que só a Katy consegue fazer ser engraçado e ao mesmo tempo divertido. “Peacock” brinca com uma palavra que pra nós acaba tendo um sentido extra. Ao falar “I wanna see your Peacock, cock, cock…” (eu quero ver o seu… pavão), em português, a tradução da brincadeira acaba aparecendo já rapidinho também. Será que foi proposital? Haha.
“Circle The Drain” tem nome de faixa da Miley Cyrus mas é a música mais bizarra do CD… Haha Bizarra porque não é uma música de Pop e sim claramente de Indie Rock. E pior, é muito boa e uma das minhas preferidas. Algo que eu nunca imaginaria a Katy Perry cantando. Provavelmente algo que muitos fãs dela não vão gostar, vão achar muito estranho e vão passar logo. Mas aos desavisados que compraram o CD dela sem querer e nem gostam tanto de pop, essa é uma faixa para ouvir over and over again.
Outra música diferente, quase literalmente alien do CD, é “E.T.“, uma música downtempo boa de ouvir que não é tão indie como “Circle the Drain” mas foge do chicletão Katy Perry. O CD ainda tem mais duas músicas que são um pouquinho “encheções de linguiça”, tudo o que a gente já ouviu da Katy de uma maneira que a gente já tá cansado de ver por ai, “Hummingbird Heartbeat” e “The One That Got Away“…
Mas você, leito assíduo do BernardoFala/Gossipop deve estar se perguntando: “Não é possível, chato do jeito que o Bernardo é, ele não pode estar achando esse CD a melhor coisa do mundo. Será que ele vai mesmo terminar esse review sem reclamar de nada?” e eu respondo: claro que não, né gente? Não vou decepcionar vocês.
AS BALADAS DE “TEENAGE DREAM” SÃO DE ESTOURAR OS TÍMPANOS. Sério. É ruim demais. Da vontade de morrer. “Who Am I Living For?” é uma música que realmente te faz perguntar porque você está vivendo no final. Deviam responsabilizar a Katy Perry pelas pessoas que se matarem durante essa música. Essa e mais “Pearl” e “Not Like The Movies“. Quer dizer, depois da faixa 8 do CD, você já pode mudar de álbum e ser feliz.
Mas continua assim Katy Perry. Agora você tem meu respeito e um lugarzinho no meu coração, tá bom? Haha
Muita gente já me perguntou o que eu achava de Kylie Minogue. Não comentava muito dela aqui no Gossipop por motivos óbvios: ela estava parada e não tinha muito o que falar. Agora Kylie volta com seu comeback CD chamado “Aphrodite“, o mesmo nome de “Afrodite”, a deusa grega da beleza, do amor e da sensualidade, ui. E já que curiosa muito vocês saberem o que eu acho da Kylie, ai vai o review do álbum…
Aphrodite é o que podemos chamar de Uplifting Pop. Um neologismo que eu acabei de criar, juntando a música pop que já conhecemos bem com um estilo de trance chamado Uplifting Trance. Neste estilo de trance, as músicas são leves, quase angelicais e quem dança se sente sendo erguido no ar, exatamente por isso o nome de “uplifting”. Depois de saber disso tudo, você ouve “Aphrodite“, olha pra capa do CD e tem certeza que Kylie acertou em cheio com seu novo álbum.
Eu estava conversando com um amigo meu exatamente sobre o álbum, mais especificamente sobre seu primeiro single, “All The Lovers“. Ele estava comentando como a música caiu como uma luva para o verão europeu. Se “California Gurls” é a summer song americana, com certeza “All the Lovers” conseguiu se firmar como a música da estação européia. E esse sentido “uplifting” da música não podia ser mais perfeito. “All The Lovers” é uma música alegre, solar, que fala sobre amor e tem uma batida quase que divina. Qualquer relação com Kylie voando na capa do CD e com a própria deusa Afrodite não é nenhuma coincidência. E não tenha dúvida, “All The Lovers” é uma faixa muito mais completa, musicalmente falando, que a própria “California Gurls“, uma boa cópia do que já vimos por ai. É uma pena que Kylie Minogue não tenha muita força fora da Europa, principalmente por sua raiz eurodance que é bem marcada em todas as suas músicas.
Na mesma levada de “All The Lovers”, vem o segundo single já confirmado do álbum, a canção “Get Outta My Way“, uma música que claramente segue os passos “romanticos ensolarados” do primeiro single. Mas “Get Outta My Way” é sem dúvida uma versão para as pistas. Um delicioso europop que com certeza será perfeito para a volta de Kylie Minogue as boates, como ela mesma pretende com este novo álbum.
Outra música que não nos deixa mentir sobre Kylie estar voltando com tudo para as pistas é “Put Your Hands Up (If You Feel Love)“, o clima de “Aphrodite” misturado com toda a vibe eletrônica que já temos ouvido por ai. “Put Your Hands Up” é uma música que flerta e muito com o trance, já pronta pra tocar em qualquer rave eletrônica por ai. Outra música que está nesta mesma onda é “Too Much“.
Mas, pra mim, um dos maiores destaques do CD é exatamente a música que leva seu nome. Por ser a sexta faixa do álbum, parece que esta música está até um pouco esquecida no meio de “Aphrodite”, mas eu espero profundamente que esta música seja um dos futuros singles. Na verdade, o que mais tem neste álbum é single, mas ok…
Como músicas de base, podemos citar outras que, mesmo não tendo força para se tornar single, são ótimas. “Closer” é uma das mais diferentes. Dá até pra lembrar um pouquinho de Conde Drácula, um pouquinho de O Fantasma da Ópera com o início da faixa. Uma música no mínimo curiosa de se ouvir.
E para acabar, “Better Than Today“, outra música do CD que nos remete a uma caminhada na praia. Dá até pra imaginar um clipe a la Mika pra essa música, isso se ela fosse ganhar um clipe, o que eu não acredito.
Resumindo, Kylie Minogue foi muito feliz com este novo álbum. É uma volta e tanto, músicas atuais, que não deixam a desejar pra qualquer outra pop singer recente, e melhor, sem perder o gostinho que Kylie sempre soube dar as músicas. Isso é o que diferencia “Aphrodite” de “Bionic” por exemplo. Bionic é um CD ultra bem produzido, com algumas faixas que podiam ser geniais, mas sem nenhuma identidade e com uma Aguilera perdida entre músicas que não fazem a cara. Já em “Aphrodite“, você pode sentir Kylie em cada pedacinho dele. Kylie nunca foi diva, e o que eu mais gosto nela é que ela nem quer ser. Ela já deu diversas declarações falando, por exemplo, que a Madonna play it harder e que ela não é e nem pretende ser grande como Madonna.
Kylie é uma cantora de personalidade, que tem seu público cativo e ama todos amam gostam do seu trabalho. Não precisa entrar em briga pra mostrar que é boa e, convenhamos, é melhor que muitas delas.
Welcome back, Kylie Minogue.
Eu errei! Haha Apostei num post do Formspring.me que “California Gurls” não ia bombar, e pelo visto errei feio! Sempre achei a música muito divertidinha, mas nunca achei que ia chegar muito longe, não é que eu estava equivocado?
“California Gurls” está em primeiro lugar na Billboard essa semana! Que bom, música nova é sempre ótimo né? E o clipe ainda é mais divertido, tem um quê de “João e Maria” com “Mágico de Oz”, muito fofo. E ainda mais vindo da Katy Perry que só tinha clipe ruim! Adorei, empolguei e achei divertido. Ouvirei mais essa música. Hahah Essa música está no “Teenage Dreams”, álbum novo da Katy que sai dia 24 de agosto.
Da primeira vez que eu ouvi “Can’t Be Tamed” não achei a melhor coisa do mundo. Até meio chatinha, confesso. O clipe era mais legal que a própria música. Mas não é que na apresentação do X Factor Britain Got Talent ela me convenceu? A música ficou muito boa de ouvir na versão ao vivo. Ouve ai e diz o que acha, mas eu gostei.
A música é meia boca, mas o clipe é legal. Eu só estou curioso pra saber qual é o do código 2D que aparece no copo e na garrafinha do início. Será que tem algum conteúdo especial? Enquanto a gente não descobre, vamos nos divertir com as bee, as sapa e os straight que ficam se pegando no clipe.
Bem vinda de volta, Kylie
Mas melhor a música, please.
Se você não prestar muita atenção ao vídeo, você pode até achar (nos primeiros 3 segundos claro) que Britney está lançando uma música chamada “Body Language”. Mas é só começar a música e a menina loira e desengonçada começar a coreografia que você descobre que esse desastre é cantado e dançado pela nova wannabe alguém no mundo pop Heidi Montag.
obs: Heidi é tão ninguém que a apresentadora introduziu com um “Ela é uma celebridade, com vocês Heidi Montag“. Hahaha
Heidi acabou de lançar seu primeiro disco, “Superficial” depois de fazer uma carreira, digamos… não tão bem sucedida. O sucesso dela é tão próximo de zero que seu novo álbum sai com selo próprio, pois nenhuma gravadora quis botar a mão nas maravilhas que Heidi produz.
“Eu gastei cada centavo meu nesse álbum, que chegou perto dos 2 milhões de dólares. Ele custou o mesmo ou talvez mais que um álbum da Britney Spears, pois eu queria que ele tivesse a mesma qualidade e que eu conseguisse trabalhar com as mesmas pessoas”
A garota, além de se comparar (e claro, tentar se apresentar) como a Britney ainda teve a coragem de falar que esse álbum é tão bom quando “Thriller” de Michael Jackson! E pior: segundo ela, suas músicas vão causar uma revolução no mundo pop.
Eu acho que vou esperar essa revolução sentado.
p.s.: Fãs de Lady Gaga devem conhecer a música Fashion que Gaga fez para o filme “Confissões de uma Shopaholic”. Pois é, a versão original é da própria Heidi Montag (mas adivinhem quem escreveu?). Se quiser comparar, essa é a da Gaga e essa a da Heidi. Preciso comentar?
p.s.2: Podem pedir, eu me recuso a fazer review do álbum dela. Hahaha
(via x-britney)
Conhecia quase nada da Sia antes de me interessar por esse clipe super legal da música “You’ve Changed”. A faixa vai estar no seu novo cd “We Are Born”.

O clipe tem umas idéias super divertidas de stopmotion, além de brincar com o universo de videogames como o Guitar Hero ou o Rock Band, com aquelas partes onde você canta como num karaokê.
Super bonitinho, né?
Alias, a Sia postou a música para download direto no Twitter dela! Se gostou, clica lá e baixa!